Tempo seco pede cuidados especiais coma a pele

Por Redação 16/08/2020 - 00:00 hs
Foto: Marise Romano
Tempo seco pede cuidados especiais coma a pele
Alergista de Uberaba, Juliana Lima Ribeiro, alerta para os casos de Dermatite Atópica

Estamos na época mais seca do ano em nossa região e os efeitos são sentidos em nosso corpo: pés e mãos mais ressecados, cotovelos esbranquiçados, aquela sensação de que estamos "craquelando". E não é à toa. Nossa pele precisa de hidratação constante e adequada para cumprir bem sua função de nos proteger. Mas, nem sempre isso acontece.

Em algumas pessoas, fica a sensação de que os cremes não exercem o efeito esperado. E este é um dos sintomas da Dermatite Atópica (DA). Para piorar, a pele, além de ressecada, coça muito, fica vermelha e com aspecto de "lixa". Um problema que não acomete apenas os bebês e crianças, mas também adultos. 

Segundo a alergista e imunologista, Juliana Lima Ribeiro, nos bebês, a DA começa nas bochechas, evoluindo depois para as dobrinhas de braços e pernas. "Geralmente esta é uma das primeiras alergias que aparecem nas crianças", ressalta a médica, acrescentando que pode haver uma ligação com o consumo de alguns alimentos, principalmente o ovo "mas nem toda dermatite tem ligação com alergia alimentar, cada caso é um caso".

Com o passar do tempo, a tendência, de acordo com a especialista, é de melhora. Mas, geralmente, quem tem a Dermatite Atópica, costuma evoluir para as alergias respiratórias. "E precisamos ressaltar que ela acaba sendo considerada um fator de risco para a asma, por exemplo", diz Juliana.

Para evitar estes transtornos, o ideal, é cuidar da pele desde o nascimento. "Nossa barreira cutânea, quando fortalecida, tem se mostrado com uma função de proteção muito importante para a não penetração de alérgenos. Imagine um muro de proteção! Então, nossa pele é semelhante a um muro! As células são os tijolinhos que precisam ser unidos um um cimento especial formado por gorduras, proteínas e água. Nos casos de dermatite atópica, a barreira cutânea é deficiente em gorduras e proteínas especiais e perde água com facilidade", explica a especialista.

Entre as medidas que amenizam os efeitos dessa "secura" e afastam um pouco o risco de complicações, estão fazer a hidratação com hidratantes que recuperem a barreira cutânea. A boa hidratação, conforme explica a médica, deve ser feita com quantidade generosa de creme, após o banho morno (que deve durar entre 10 a 15 minutos, no máximo) e com uso de pouco sabonete. "É possível reverter os quadros de Dermatite Atópica quando o tratamento começa logo no início. E o paciente ganha qualidade de vida. Por isso é sempre importante ter a avaliação do alergista, ou imunologista, para um diagnóstico correto e precoce e evitar o auto tratamento", finaliza Juliana.