Interior tem clubes que precisam remontar elenco para o Mineiro

Por Redação 28/06/2020 - 00:00 hs

Depois de um longo tempo sem previsão para volta dos jogos, o Campeonato Mineiro já caminha em direção à retomada. A previsão da Federação Mineira de Futebol (FMF) é de que a bola role a partir do dia 26 de julho, mas ainda é necessário aval do governo estadual. Apesar desta possibilidade, nem todos os 12 times que disputam a competição estão preparados para retornar aos gramados e encerrar, de vez, a edição deste ano.

O GloboEsporte.com entrou em contato com os clubes do interior, por meio dos diretores e da assessoria, para saber sobre a situação envolvendo os elencos dessas equipes.

Por conta da pandemia do novo Coronavírus, muitos times que disputam o Módulo I precisaram encerrar contratos e dispensar os atletas. Outros só tinham contratos válidos até o fim de abril, quando estava previsto o fim do Estadual. Agora, será necessário reformular boa parte do elenco - ou ele inteiro para concluir a competição.

Em contato com a reportagem, a FMF alega que também passou por perdas de arrecadação e, considerando os padrões do futebol profissional, ela não pôde oferecer ajuda financeira aos clubes do interior para a reconstrução dos respectivos elencos.

Entre os times fora da capital, Tombense, Coimbra e Boa Esporte são os que têm a situação mais tranquila em termos de elenco. Alguns têm acertos encaminhados com atletas, mas outros ainda seguem sem uma previsão de montagem do grupo. Veja cada uma das situações:


Boa Esporte - O time de Varginha, assim como a maioria dos clubes do interior de Minas, precisou finalizar o contrato de alguns jogadores. No Boa, alguns atletas seguiram para outros clubes, com isso, além de renovar vínculo com os jogadores que terminavam em abril, a diretoria foi ao mercado, contratando seis atletas. Os treinamentos foram retomados no dia 3 de junho.


Caldense - A situação da Veterana é mais complicada. O clube encerrou todos os contratos, ficando sem nenhum atleta à disposição e, agora, precisará refazer o elenco. No entanto, a diretoria está esperando uma posição oficial da Federação Mineira de Futebol sobre a data de retorno do campeonato para efetivar as contratações e iniciar os treinamentos.


Patrocinense - A situação é parecida com a da Caldense. Não há nenhum jogador no elenco, já que todos os contratos foram rescindidos logo após a parada da competição. O Patrocinense segue sem previsão de retorno das atividades. Na semana passada, o presidente do clube demonstrou preocupação com o aspecto financeiro, quando foi questionado sobre a volta do Mineiro.


Tombense - O Gavião Carcará vai na contramão das outras equipes. Em função da disputa da Série C, a equipe de Tombos tem contratos mais longos em vigor. Por conta disso, conseguiu manter o elenco sem precisar liberar os atletas para, posteriormente, contratar novamente. O time já retomou suas atividades na Zona da Mata há três semanas.


Tupynambás - Diferentemente do "vizinho" Tombense, o Baeta enfrenta uma grande dificuldade, já que precisou realizar acerto para liberação dos atletas em meio à pandemia. Agora, para a sequência final do Campeonato Mineiro, o clube precisará contratar um time inteiro novamente. Assim como muitas das outras equipes, o Tupynambás segue sem previsão para retornar aos treinos, e a diretoria também está preocupada com o aspecto financeiro que envolve a retomada do Mineiro.


Uberlândia - Em meio à pandemia, a diretoria do Uberlândia suspendeu os contratos para que, quando a competição retornasse, conseguisse retomar normalmente o vínculo dos atletas. Com isso, o clube está apenas aguardando a definição oficial sobre a volta do Mineiro para solicitar o retorno dos atletas e iniciar as atividades. A ideia da direção é contar com pelo menos 80% dos jogadores que estavam no clube antes da paralisação.


URT - A equipe de Patos de Minas terá que contratar todos os jogadores novamente, já que todos os vínculos foram rescindidos ou venceram. No entanto, a diretoria já tem um acerto para contar com 19 jogadores na retomada do Mineiro, sendo que 11 deles faziam parte do elenco antes da paralisação. Os treinos serão retomados tão logo haja definição sobre a volta do torneio.


Villa Nova - No Leão do Bonfim, todos os contratos foram encerrados, mas alguns poucos jogadores que estavam no clube antes da parada devem permanecer. Contratações para a recomposição das saídas já estão sendo feitas, mas os novos nomes ainda não foram confirmados pela diretoria. A volta às atividades está prevista para a próxima sexta-feira.