'Se a máscara continuar no queixo, vamos fechar Belo Horizonte', diz prefeito Kalil

Por Redação 21/06/2020 - 00:00 hs
Foto: Divulgação
'Se a máscara continuar no queixo, vamos fechar Belo Horizonte', diz prefeito Kalil
No momento, a situação na capital continuará a mesma

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse em entrevista coletiva na sexta-feira (19) que a situação da cidade continuará do jeito que está. Porém, ele não descartou "lockdown" - espécie de bloqueio total em que as pessoas devem, de modo geral, ficar em casa - se os números de casos e óbitos na cidade por Covid-19 piorarem.

“Se a máscara continuar no queixo, se os churrascos continuarem acontecendo, se os encontros continuarem acontecendo, nós poderemos fechar a cidade de Belo Horizonte", disse Kalil.

Belo Horizonte tem 3.879 casos confirmados, sendo 90 mortes – houve mais de 23 mortes na capital só nos últimos quatro dias.

A taxa de ocupação dos leitos de UTIs por Covid-19 está em alerta vermelho, 78%. O índice de transmissão do novo coronavírus está em 1,13, o que significa nível amarelo de atenção.

"Estes números não permitiram que nós abríssemos mais a cidade. Não recuamos porque ainda temos uma folguinha", disse o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto.

O prefeito de Belo Horizonte anunciou que, além da Guarda Municipal, a Polícia Militar passará a fiscalizar o comércio de Belo Horizonte para observar se medidas determinadas pela PBH estão sendo cumpridas.

Flexibilização

A flexibilização do isolamento social na capital estava prevista para ocorrer em quatro fases. A primeira foi no dia 25 de maio e a segunda no dia 8 de junho. Cerca de 80% dos estabelecimentos estão funcionando normalmente.

De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado, lojas de artigos esportivos, bebidas, floriculturas, instrumentos musicais, tabacarias e outras passaram a funcionar.