Romeu Zema anuncia crédito recorde para a cafeicultura

Por Redação 09/06/2020 - 00:00 hs
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governador Romeu Zema anunciou na tarde desta sexta-feira( 5/6), por

meio de videoconferência, que o Banco de Desenvolvimento de Minas

Gerais (BDMG) [1] disponibilizará o maior crédito da história voltado

ao setor cafeeiro, por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira

(Funcafé).


Serão R$ 392 milhões na safra 2020/2021, um aumento de 55% em

relação à safra anterior. Trata-se do terceiro maior orçamento do

fundo no Brasil, atrás apenas de bancos com atuação nacional.


Segundo o governador, os recursos contribuirão de forma decisiva para

que os cafeicultores tenham condições de levar adiante os seus sonhos.

"Ter acesso ao crédito faz com que eles não tenham que vender de forma

prematura e a qualquer preço a produção. É muito bom saber que Minas

conta com instituições que têm colaborado tanto com a atividade, como

Epamig [2], Emater  [3]e IMA [4], fundamentais para a evolução de toda

a cadeia", ressaltou.


ALCANCE


Para o diretor-presidente do BDMG, Sérgio Gusmão, ocupar a terceira

colocação em termos de alocação de recursos demonstra que a

trajetória foi de muito trabalho. "No ano passado conseguimos ter um

ganho no desembolso superando em 20% em relação ao ano anterior. Isso

significa que, até o momento, liberamos R$ 303 milhões para a safra

2019/2020", relatou.


Gusmão também chamou atenção para o alcance do crédito. "Nós

estamos falando de 85 mil cooperados, 14 cooperativas e 19

comercializadoras, além da parte de investimento e armazenagem", disse.



ANTECIPAÇÃO


A secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento [5],

Ana Maria Valentini, falou da força do setor em Minas Gerais. A

economia cafeeira mineira é a principal do país e uma das maiores do

mundo. O estado responde por pouco mais da metade da produção

nacional. "Ao todo, Minas reúne 140 mil produtores de café. Deste

total, 124 mil são pequenos cafeicultores", destacou.


O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de

Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, comemorou a antecipação dos

recursos, que antes eram disponibilizados em agosto. "Este ano

inaugurou-se uma nova era com a liberação do Funcafé em junho. É bom

testemunhar a eficiência do BDMG: sempre fazendo a aplicação correta

e total dos recursos", elogiou.


Também participaram da videoconferência o presidente da Emater,

Gustavo Laterza; a presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de

Minas Gerais (Epamig), Nilda de Fátima Ferreira Soares; o presidente do

Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais

(Ocemg), Ronaldo Scucato e o 1º vice-presidente da Assembleia

Legislativa de Minas, deputado Antônio Carlos Arantes.


LINHAS


Por meio do Funcafé, o BDMG disponibiliza três linhas de crédito. A

primeira, Funcafé Comercialização, é voltada para cooperativas de

produção, com prazo de 12 meses de pagamento. A segunda linha é a

Financiamento à Aquisição de Café (FAC), também com prazo de 12

meses, destinada aos comercializadores e exportadoras, indústrias

torrefadoras e de café solúvel, além de cooperativas. Já a terceira

linha é focada no financiamento de capital de giro para cooperativas de

produção e para a indústria de café solúvel e de torrefação, com

prazo de 24 meses para pagamento.


PRODUÇÃO


Segundo análises recentes da Companhia Nacional de Abastecimento

(Conab), a estimativa para este ano, em Minas, é de produção variando

entre 30,7 milhões e 32,1 milhões de sacas de café, 25% a 30%

superior em relação à temporada anterior. Esta alta se deve à

bienalidade positiva da cultura e ao aumento na área de cultivo - de

983 mil hectares para mais de 1 milhão de hectares neste ano.