Julio Franco

Por Reflexões 02/06/2020 - 00:00 hs

Francamente, chegamos aos caos


Era uma vez, num país de fadas, um episódio pra lá de estranho, por causa de um vírus da China, uma total e irrevogável falta de bom senso dos políticos, e.g. governadores mandando fechar a cidade, alterando o calendário de feriados, e mais, tudo feito sem nenhuma propriedade, ao contrário, por método do achismo, e curiosamente abismal falta de intelecto. Não obstante, o número de óbitos questionáveis, recontagens destes números; e hospitais vazios, foram comprovados, ou não? Foi veiculado em muitas mídias. A total falta de informações, e informações passadas com parcialidade, são também fatos inegáveis.

Enquanto isto, a economia sendo empurrada para o pior dos mundos, e o legislativo, querendo criar o ministério da verdade, adotar uma regulamentação para as mídias sociais. Haveria neste conto, alguma semelhança com a realidade; será que ninguém ainda notou que a pseudo transparência, dita pela mídia opaca, está buscando resgatar a sobrevida de uma esquerda rasa e abjeta. Uma forma oblíqua, em seus contornos e cores avermelhadas, tenta suspirar, mas, estejam seguros, somos terrivelmente confiantes no Brasil, no certo, e no modelo conservador, onde a família é o sustentáculo. O empresário, precisando demitir, o governo federal, sendo obrigado a articular com o centrão, numa manobra de salvaguardar o plano de governo sério e austero, enquanto a esquerda sendo a protagonista da mentira, pois, se não fossem os R$ 800 bilhões que foram retirados do Brasil na corrupção, não haveriam os problemas de educação, na saúde, em segurança, ou seja, teríamos quase 30% do PIB, como excedente para aplicar nestas pastas. Como não adianta chorar, ainda há tempo, e os camaradas que nunca fizeram nada, fiquem em suas casas, enquanto a direita vai trabalhar e reerguer o país. Vale também ressaltar o nobre papel das polícias, todas mostrando que são preparadas, e fazem muito bem as suas funções.

O mesmo dizemos para os envolvidos nas trincheiras, o pessoal da saúde. Agora, a classe política, em especial, os legisladores, mostram muito bem o quão são dispensáveis, não pelo nobre exercício que deveriam ter, mas, por suas posturas pequenas em não serem protagonistas, e sim, atuando as respectivas demandas e prioridades próprias. Lembre-se, não existe dinheiro público, o dinheiro é arrecadado pelos nossos impostos para pagar a todos os políticos, logo, estes nos devem satisfação. São funcionários do Estado, por nossa escolha. Nestas eleições, lembre-se, jamais votar em político que tenha tido mandato a anos, bem como, zero reeleição. Apenas assim, sairemos deste brejo, desta calamidade, desta marafunda imposta por governos nocivos nestes 30 anos. Em direção a reta dos boxes, agradecer ao nobre veículo, sinalizando já, que para a próxima eleição, teremos ainda os R$4 bilhões que são intocáveis para o legislativo federal.

Querem usar em suas bases, que lindo, quanto coisa aética, imprópria, incerta, inversa a necessidade do país, mas, a vida é assim, precisamos acreditar no bem, no correto e justo. Aqueles que não acreditam, a democracia é maior que vocês, o Estado não depende de vocês, a família é sim a sustentação da sociedade, o bem vai prevalecer, e para a torcida do contra, temos tickets exclusivos para as margens, com o assento vazio, rumo ao insignificante. Local e posição, que lhes caem bem.


Julio Franco - Professor universitário, analista de mercado, brasileiro com orgulho.