Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Por Reflexões 22/02/2020 - 00:00 hs

As mensagens que tocam!


Atualmente os meios de comunicação através de mídias sociais é de extrema relevância quando imbuídas de mensagens e conteúdos que emocionam e nos levam às diversas maneiras de reflexões, colocando em xeque nossas atitudes diárias e corriqueiras, e em sua maioria, apresenta nossa inércia na promoção da humanidade.

Uma das dificuldades é a velocidade que recebemos mensagens e vídeos, que por pura seleção no olhar não há como filtrar, pois coisas boas nem sempre trazem imagens congeladas antes do toque de abertura que aguçam nossa sensatez na separação do bom ou do ruim.

Com isso o tempo nos cobra de maneira assoladora, pois a responsabilidade e o acúmulo de mensagens muito das vezes, nos força ao grande exercício de deletar sem mesmo avaliar.

Também há como comportamento habitual o emprego do conhecimento da personalidade ou do postar dos remetentes, trazendo à baila da melhor escolha aquele que surpreendentemente tem conteúdo, e assim a escolha é feita.

Tem também a intenção do grupo que fazemos parte e que tem como intenção a postagem de informações afins e de relevância, trazendo à tona em primeira mão a importância da informação do apresentador, pois como deliberado anteriormente, é regra geral para todos os participantes a compostura na limitação e foco já estabelecido, trazendo à vista de quem abre a plataforma, o impulso na verificação.

Doce ilusão que é nesta forma, pois com o passar do tempo aquilo que já era definido se transforma, como os demais grupos, na mesmice forma acelerada do repassar a maioria das coisas que recebe, onde em muitas das vezes sem o devido cuidado na investigação.

Mas garimpar aquilo que é bom leva tempo, e com grande sorte, abrimos no instinto algumas mensagens que cabem de grande emoção e de valores implícitos que carecem do repasse, porque tocados e emocionados ao vê-las, pensamos na necessidade de replicação para o ensinamento e o toque n’alma.

Assim acontece através de vídeos grandes pronunciamentos e exemplos de vida que afugentam conceitos e traz a base filosófica humana da prontidão em ajudar.

Tive como muitos a oportunidade de ver e repassar um vídeo de uma senhora que mexia no lixo para conseguir algo para comer, que tão logo um cidadão, jovem por sinal, observou e promoveu comentários que afligiam os dogmas da fraternidade, compaixão e humanidade.

Mexeu e ainda mexe profundamente com a falta de “visão” e da aproximação em pelo menos conversar ou indagar, pois o dia a dia corrido a tempo e a hora, não depreende justamente pela parca visão na acomodação desse cotidiano que agride.

Não é normal o ser humano precisar se alimentar dos restos acomodados no lixo!

A desumanidade da necessidade é tamanha, que aquela senhora se comportava como a única e dependente ação de sobrevivência, enquanto muitos ali passavam sem se incomodar com a situação.

Mas há homens tocados pelos anjos que promovem e garantem por um certo tempo o bem estar para aquela senhora, dando viveres e dinheiro, que depois de chorar ao vídeo, indaga a si próprio e a todos nós da necessidade do braço e abraço amigo aos necessitados, pois a alcunha dos desprovidos de humanidade está na falta de ação.

A gratidão estampada e a negativa surpreendente de não aceitar mais dinheiro demonstrou a compostura dos sábios enquanto humildes, regando os corações e os olhos certamente lacrimados de todos os expectadores no exemplo de vida.

Pensando bem, para sermos mais humanos teremos que Ser o jovem e a velhinha também! Ensinamento no exemplo, eis o mistério da lágrima na emoção. 


Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público/economista – acv.ribeiro@uol.com.br